Como funciona o reajuste de aluguel em contratos de longa duração

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Como funciona o reajuste de aluguel em contratos de longa duração
Para quem investe no mercado imobiliário ou busca um imóvel para morar, entender o reajuste
de aluguel é fundamental. Em contratos de longa duração — geralmente aqueles com 30
meses ou mais —, o valor mensal não permanece estático. Ele precisa ser atualizado para
preservar o poder de compra do proprietário diante da inflação.
Neste artigo, explicamos de forma direta como esse processo funciona na prática.
A periodicidade do reajuste
No Brasil, a Lei do Inquilinato (Lei 8.245/91) estabelece que o reajuste de aluguel não pode ser
feito em períodos inferiores a um ano. Portanto, a cada 12 meses de contrato, o valor da
mensalidade sofre uma atualização baseada em um índice de preços previamente definido no
documento assinado por ambas as partes.
Os principais índices utilizados
Não existe um índice obrigatório por lei, mas o mercado imobiliário costuma adotar dois
principais:
1. IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado): Historicamente conhecido como a “inflação do
aluguel”. É muito sensível à variação do dólar e aos preços no atacado.
2. IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo): É a inflação oficial do país. Nos últimos
anos, muitos contratos migraram para o IPCA por ser mais estável e refletir melhor o custo de
vida do consumidor.
Como o cálculo é realizado?
O cálculo é simples: aplica-se a variação acumulada do índice escolhido nos últimos 12 meses
sobre o valor atual do aluguel.
Exemplo: Se o aluguel é de R$ 2.000,00 e o índice acumulado no ano foi de 5%, o novo valor
passará a ser R$ 2.100,00.
A importância da negociação
Embora o índice esteja em contrato, ele não é uma “sentença de morte”. O mercado imobiliário
vive de oferta e demanda. Em momentos de crise econômica ou quando o índice sobe demais
(como ocorreu com o IGP-M recentemente), é comum que locatário e locador negociem um
percentual menor para evitar a vacância do imóvel.
Para o proprietário, manter um bom inquilino costuma ser mais lucrativo do que forçar um
reajuste alto e ficar com o imóvel vazio. Para o inquilino, estar em dia com os pagamentos é o
melhor argumento para conseguir um desconto.
Dica para corretores: Sempre oriente seus clientes a escolherem índices que tragam equilíbrio e
segurança jurídica para o negócio a longo prazo.

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